OBJETIVOS

               Para selecionar-se a mecânica de tratamento mais adequada, é fundamental estar ciente dos objetivos que se quer alcançar no final do tratamento. Pretendemos alcançar estética dentária e facial, oclusão funcional, estabilidade, saúde periodontal e proteção da ATM. Para isso, são necessários um diagnóstico integral e um efetivo plano de tratamento, que incluem: posições dentárias, oclusão funcional, posição mandibular compatível com a posição muscular e articular, e senso estético. Nosso objetivo, quanto às posições dentárias, deve estar coincidente com o descrito por Andrews em seu artigo sobre "As 6 chaves para uma oclusão normal". Baseado neste mesmo tema, Roth (1981-1989) introduz a Oclusão Funcional juntamente com as considerações de Andrews, segundo as quais, os côndilos estão centrados transversalmente e assentados contra os discos articulares na vertente postero-superior das eminências articulares, quando os dentes alcançam a máxima intercuspidação. Isto caracteriza a Relação Cêntrica coincidente com Oclusão Cêntrica, sem deixar de serem considerados os resultados do tratamento, sobre os tecidos moles.
               Tudo isto é essencial para a relação de um plano de tratamento, mas, para isso, é imprescindível e muito importante, um estudo a partir de modelos precisamente montados em articulador. Também é necessário, em casos em que a diferença entre R.C. e O.C. exceda 2mm, que a cefalometria seja reajustada, convertida (teoricamente seria feito um ajuste oclusal ), para modificar o traçado de O.C. para R.C., podendo assim, fazer-se o Diagnóstico Cefalométrico em R.C.. Excepcionalmente, nos casos limítrofes em que a diferença entre R.C. e O.C. não exceda 2mm, é lícito pensar em fazer a conversão, pois apesar de pequena, esta nova situação poderá mostrar com mais clareza o real problema, passando de um caso limítrofe para definitivo.
               Quando são enviados pacientes para tomada de teleradiografias, na maioria das vezes, elas são obtidas em O.C. e, após a manipulação do paciente, é encontrada a R.C., não coincidente com O.C., com consequente mudança dos dados cefalométricos e também do plano de tratamento. Nesses casos, é de fundamental importância serem os modelos e os traçados cefalométricos obtidos em R.C.
               Barbosa (1992) diz que nos modelos em R.C., podem ser detectadas situações não observadas nos modelos tradicionais, ou pela manipulação da mandíbula durante o exame clínico. Nos pacientes adultos, estas diferenças, entre R.C. e O.C. são mais evidentes, mas não se deve cometer o erro de montar apenas esses casos ou aqueles com disfunção da ATM. Existem tantas variações nos pacientes adolescentes e saudáveis, que é importante tê-los numa condição ideal para o diagnóstico. O objetivo durante o tratamento é melhorar a oclusão, fazendo com que R.C. esteja coincidente ou próxima da O.C.. Os modelos assim montados antes do tratamento, geralmente mostram que existe um problema ânteroposterior muito maior do que aquele detectado nos modelos tradicionais. Antes da remoção do aparelho é importante também montar os modelos em articulador, o que poderá evidenciar a necessidade de algum ajuste.
               O exame dos modelos montados no articulador Panadent, para o diagnóstico, planejamento, avaliação pré-remoção e avaliação durante e pós-contenção, permite ao ortodontista ver claramente, como está a oclusão. Em excelente instrumento associado - CPI (indicador da posição do côndilo) para o articulador tipo PANADENT, e MPI (indicador da posição mandibular) para o articulador tipo SAM - como descreve Slavicek (1988), gera um gráfico com registro da diferença de posição de mandíbula, em R.C. e O.C.. Isto vai informar a posição dos côndilos, com maior nitidez.

Algumas Histórias de SucessoORTODONTIA - Bases para a iniciaçãoCirurgia OrtognáticaORTODONTIA - Bases para a Iniciação