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DIAGNÓSTICO ORTODÔNTICO
EM RELAÇÃO CÊNTRICA
Jurandir A. Barbosa

Introdução:

               Apesar de haver hoje, nítido interesse sobre a importância da oclusão, há ainda, um alto nível de confisão sobre diagnóstico e tratamento de problemas oclusais, especialmente no que diz respeito à relação com articulações temporomandibulares.
               É comum a ocorrência de tratamentos oclusais - incluindo aspectos ortodônticos, protéticos e cirurgícos - serem realizados independentemente de qualquer consideração para com a função fisiológica das articulações mandibulares. A tendência em tratar os dentes, sem relacioná-los à fisiologia da ATM, é ignorar o fato de que os côndilos e dentes têm uma relação íntima entre si. Os dentes e as articulações são parte de uma unidade funcional. Todas as partes do sitema mastigatório são inter-relacionadas e devem trabalhar em harmonia anatômica e funcional.
               O equilíbrio do sistema mastigatório não pode ser conseguido separadamente da dentadura, nem a estabilidade dos arcos dentários pode ser alcançada sem estar em harminia com as articulações, músculos e estrutura óssea.
               A Ortodontia ortodoxa se resua em colocar os dentes, esteticamente bem alinhados. Deixava-se de lado, o aspecto funcional do sistema mastigatório.
               Há, portanto, imperiosa necessidade reverem-se conceitos, e considerar-se o estudo da oclusão, sempre relacionado à ATM na oportunidade de cada tratamento ortodôntico.

               É de fundamental importância, em Ortodontia, o diagnóstico cefalométrico em Relação Cêntrica, e o uso do Articulador, assim como o ajuste oclusal, para finalização do tratamento e controle pós contenção.


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